A Força da Força do Hábito

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Observe a foto acima. O que você vê de estranho? Parece que uma ventania empurra as árvores a ponto de incliná-las, certo? Errado. Eu mesmo tirei esta foto há algumas semanas em Santa Cruz Cabrália-BA e garanto que não havia vento algum no momento. O que permitiu, então, que as árvores ficassem tortas?

A resposta para esta pergunta está no título do post. O que levou as árvores a esta posição foi justamente a força do hábito! Elas estão sob a incidência de ventos com tamanha frequência que estes modificaram permanentemente sua posição.

Em seu 3º e célebre livro Mais Esperto que o Diabo, de 1938, Napoleon Hill aborda de maneira singular a formação de novos hábitos. Para tanto, é postulada uma nova Lei Universal, intitulada: Ritmo Hipnótico. Esta Lei – tal qual a Lei da Gravidade e a Lei de Ação e Reação – teria sua ação registrada em toda a natureza, sem ter necessariamente um objetivo positivo ou negativo.

Segundo a Lei do Ritmo Hipnótico, todo e qualquer efeito tende a se perpetuar na natureza desde que a sua causa aconteça num determinado número de vezes com determinada frequência. Isto pode ser observado em pequenas coisas do dia a dia. Pense num sapato que, inicialmente apertado, passa a tomar a forma do seu pé e para de incomodar.

Um dos exemplos que mais gosto é o da trilha feita na grama. Imagine que você precisa atravessar um gramado uma única vez. É bem provável que, após atravessá-lo, você nem mesmo consiga identificar o trajeto com precisão. Agora imagine que você fará esse mesmo percurso uma ou duas vezes por dia. Dentro de algumas semanas a trilha estará perfeitamente demarcada. Esta é uma analogia perfeita para a formação de um novo hábito (e também um novo vício).

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As vias neuronais tomadas pelos nossos impulsos tendem a ser as mesmas quando repetimos movimentos e, até mesmo, pensamentos. E é aqui que chegamos ao ápice do nosso texto. A repetição de padrões de pensamentos que você costuma ter causará uma impressão no seu cérebro, exatamente da mesma forma que se formam as trilhas nos gramados. Como consequência, a maioria dos novos pensamentos tenderão a ir pelo mesmo caminho…

Mas qual o problema em se repetir padrões de pensamentos? Problema nenhum, desde que você cuide bem dos seus pensamentos. Admitindo-se que o mundo à nossa volta nada mais é senão a expressão material do que pensamos, adivinhe o que você terá na vida se a única coisa que tem na cabeça é dívidas. Esta é uma das ideias centrais de livros best-sellers como O Segredo.

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No livro citado anteriormente, Napoleon Hill entrevista pessoalmente o Diabo e obriga-o a revelar algumas de suas artimanhas para tomar posse da mente e das ações dos seres humanos (ainda em vida). A premissa básica do livro é a de que se não cuidarmos dos nossos pensamentos, inevitavelmente estes serão conduzidos de forma leviana pelo Diabo. Mesmo que você não seja uma pessoa religiosa, admita aqui o Diabo como a metáfora máxima dos nossos impulsos mais negativos e destrutivos.

Uma vez que você não vigie seus pensamentos, eles, inevitavelmente, se tornarão errantes e improdutivos. Não irá demorar até que a Lei do Ritmo Hipnótico o arraste para o redemoinho da inércia mental. É neste ponto que, segundo Hill, 98% das pessoas se encontram. Sem opinião própria e sem a menor disposição para formá-la.

Não se deixe entortar como as árvores de Santa Cruz Cabrália. Vigie seus pensamentos e mude-os imediatamente quando perceber algo que não agregue valor. Este poder, ninguém jamais poderá tirar de você.

Um abraço.

O lado divino da dor

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Há algumas semanas, atendi uma paciente relativamente jovem para apresentar um determinado problema ortopédico, 30 anos. Vamos chamá-la de Carla. Com diagnóstico de Síndrome do Manguito Rotador, sua dor chegava a dificultar o sono, forçando-a a procurar uma solução. Seu tratamento, além das medicações iniciais, foi basicamente uma mudança comportamental, o que incluía a correção de alguns gestos habituais no ambiente de trabalho e atividade física direcionada.

O interessante nesta história é que Carla mostrou-se bastante insatisfeita por apresentar tão cedo um problema desta natureza. Vinha sedentária há alguns anos e questionou por quanto tempo deveria seguir se exercitando. Expliquei que este “tratamento” não tinha prazo de validade, a menos que quisesse a inflamação de volta. Então me pus a pensar…

Em pouco mais de 13 anos de medicina, não recordo sequer um paciente que tenha encarado a dor de forma positiva. Prova disso é o uso indiscriminado de analgésicos, suprimindo a principal via de comunicação do organismo quando algo perturba seu equilíbrio. Ou você acha que algum órgão pode mandar um SMS indicando alguma doença?

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A dor, este poderoso sinal de alerta, tem a capacidade de nos mover na direção da resolução de problemas que, do contrário, poderia até mesmo nos levar à morte. No caso de Carla, a inflamação poderia evoluir com a ruptura dos tendões do ombro, incapacitando alguns movimentos e impondo tratamento cirúrgico.

A paciente aderiu ao tratamento, e agora é que vem a melhor parte. Motivada pela DOR, Carla permitiu-se uma mudança de comportamento que prevenirá um número incontável de doenças. Não seria a dor, portanto, uma benção? De uma forma ou de outra, é uma pena que nem todos tenham a sorte de Carla e sigam uma vida inteira sedentários.

A partir de hoje pense com mais carinho sobre a dor. Não a negligencie ou ignore. Entenda que os analgésicos em si, apenas em raríssimas exceções são a base do tratamento de doenças. Esteja atento a seu organismo e lembre-se que ele é sua responsabilidade.

Até mais.

De quantos empurrões você precisa para continuar?

No post anterior do blog escrevi sobre os benefícios e prejuízos potenciais dos elogios. Agora cabe uma rápida reflexão complementar. Será que você é um dependente das validações externas? Será que desiste de uma tarefa caso não seja constantemente parabenizado?

Considerado o pai da psicologia comportamental, Burrhus Skinner tentou desvendar o comportamento humano sob a luz da ciência. Segundo suas teorias, somos movidos basicamente por reforços positivos e negativos que recebemos durante ou após as nossas ações.

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Muitas críticas são direcionadas aos posicionamentos de Skinner, porém é incontestável o poder dos feedbacks na manutenção ou perda de um determinado comportamento.

Reforço (ou feedback) é a resposta que ocorre durante ou imediatamente após uma determinada ação. Um dos exemplos mais clássicos está no uso de drogas. Você há de convir que na primeira vez em que experimentamos cerveja, o sabor não é nada agradável (ah sim, o álcool é droga)! Entretanto, a sensação percebida a seguir (a embriaguez) tende a reforçar o comportamento de beber.

Este mecanismo biológico também opera nas mínimas ações do dia a dia. Experimente mudar o bolso em que você guarda sua caneta. À medida que buscá-la no local anterior e não obtiver o reforço (encontrar a caneta), este comportamento tende a se extinguir. Por outro lado, achá-la no novo bolso fará com que suas ações automáticas se coordenem diretamente para este lugar.

Obs.: este post não se presta a esmiuçar a psicologia comportamental. Pesquise para entender a diferença entre reforços positivos e negativos ou assuntos afins.

Ok, mas para quê tanta teoria? Apenas para entendermos de que forma nasce um hábito – ou um vício. E eu não estou me referindo apenas às drogas aqui. Podemos nos tornar dependentes de comida, atenção, compras, remédios, livros, seriados de tv, etc e… ELOGIOS.

O ser humano tem uma verdadeira necessidade de aceitação social. Algo inato, levando em consideração que vivemos em comunidade. Isto explicaria a compulsão que algumas pessoas têm em checar constantemente as redes sociais. É quase irresistível conferir quantas curtidas, comentários e novos seguidores apareceram.

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O grande problema surge quando estas dependências de feedbacks ultrapassam o campo social e interferem diretamente na produtividade de estudo e/ou trabalho. Ao executarmos uma tarefa curta como um simples relatório, é comum recebermos reforços (tapinha nas costas, parabéns, elogios, dinheiro).

Entretanto, tarefas estendidas podem nos deixar longos períodos sem qualquer feedback. Isto pode explicar porque tantos projetos são abandonados – sobretudo os solitários – ainda que o prêmio final seja muito maior do que a soma de todos os pequenos reforços do dia a dia.

Imagine como seria se Thomas Edison, um dos maiores inventores da história da humanidade, tivesse desistido de criar a lâmpada elétrica. E dizem que ele fez mais de 10 mil tentativas!! Tudo isso sem feedbacks positivos e até mesmo com muito desencorajamento de pessoas próximas.

Estou convencido de que esta característica diferencia os verdadeiros empreendedores dos demais. A capacidade de seguir frente mesmo sem os parabéns, os tapinhas nas costas, os elogios ou até mesmo o dinheiro. Alguns chamam isso de resiliência. Eu chamo de fé! A crença irrevogável de que se está no caminho certo, mesmo que toda a sociedade diga o oposto.

Por fim, um adendo. Empregos considerados estáveis, sobretudo com carteira assinada, proporcionam uma série de reforços no dia a dia do empregado. E é exatamente esta situação um tanto quanto confortável do empregado em relação ao empregador que os diferencia.

Agora, caso tenha se identificado com a turma que desiste antes da hora, tenho uma boa notícia para você. Esta é mais uma das habilidades que pode ser aprimorada. Se tornar livre da dependência dos feedbacks exige, em primeira mão, que você tenha consciência disso. O próximo passo é um pouco de treino diário. É preciso se habituar a assumir responsabilidade por tarefas.

No post 6 passos para tirar uma ideia do papel você encontrará um guia simples e prático para transformar ideias em realizações.

Um forte abraço e até a próxima.

Elogios: saiba como usar e como se defender deles

Caro leitor, eu provavelmente não o conheço, mas levando em consideração que está lendo este artigo na busca de novos conhecimentos, posso assegurar que você é uma das raras pessoas que buscam evoluir voluntariamente. Você está de parabéns e pode sentir-se orgulho por isso!

E então? Sente-se mais entusiasmado para continuar a leitura? Creio que sim. O elogio – um feedback positivo – é uma das ferramentas mais poderosas das relações interpessoais. Não surpreende que seja tão massivamente utilizado nos meios corporativos e fora deles. Vamos descobrir como usá-los e como nos proteger deles.

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A base teórica que coloca os elogios como “presentes” é o chamado Princípio da Reciprocidade. Segundo este, quando recebemos qualquer tipo de favorecimento (mesmo não solicitado), automaticamente nos sentimos compelidos a retribuí-lo. Somos animais sociais e a troca é a base dos relacionamentos.

Como fazer um elogio perfeito? No célebre livro Como Fazer Amigo Amigos e Influenciar Pessoas o professor Carnegie dedica o 2º capítulo à orientação do que chama de apreciações. Elas devem ser honestas e sinceras SEMPRE. Se quiser marcar para sempre a vida de alguém com um simples elogio, individualize-lo. Percebe algo com que esta pessoa realmente se importe e toque no ponto certo.

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Entretanto, preciso alertá-lo de um perigo que envolve os elogios. Eles podem ser usados de maneira inescrupulosa para obter algo em troca. É o esporte favorito dos bajuladores. São mais facilmente encontrados em meios políticos, mas se você observar bem, vai identificar alguns deles no seu dia a dia. Fornecendo “simpatia” os bajuladores são recompensados com favores, cargos e até mesmo sexo!

Agora quero propor a você que olhe para dentro. Quanto um elogio é capaz de mudar o seu comportamento? Seja honesto! Algumas pessoas são especialmente vulneráveis às apreciações, o que as deixa em posição de risco frente aos aproveitadores. Buscar o autoconhecimento aumenta a confiança em nós mesmos, blindando-nos contra esta situação.

Para finalizar vou propor um exercício simples. Durante 10 dias faça pelo menos 1 elogio honesto e sincero para qualquer pessoa. Três coisas mágicas vão acontecer:

  1. você vai melhorar o dia de alguém;
  2. ao observar melhor as pessoas, você estará se tornando mais humano – uma característica tão importante e tão fora de moda; e
  3. claro, as pessoas irão gostar mais de você!

Até logo.

A dica sobre dinheiro mais importante que já vi

Você acredita que alguém pode viver com apenas 1 salário mínimo por mês? Que tal 5 mil reais? Você acredita que todas as pessoas que ganham acima de 10 mil reais estão livres das dívidas? Vamos discutir brevemente alguns conceitos importantes sobre o dinheiro. Em seguida vou revelar uma dica simples que pode mudar para sempre o rumo da sua vida financeira.

Fiz uma pesquisa recentemente com meus pacientes para conhecê-los melhor e me deparei com uma situação com a qual fiquei um tanto constrangido: uma família inteira  vivia com apenas 1 salário mínimo por mês – com toda dignidade. E não foi só uma vez que vi isto acontecer.

Uma ideia equivocada que paira na sociedade é a de que se ganhássemos um salário maior, nossa vida financeira estaria em ordem. A verdade é que não se trata do valor absoluto que você recebe, e sim da maneira como lida com a sua receita mensal.

Prova disso é a proporção assustadora de famílias endividadas no país em janeiro de 2018 segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC): 60,8%. Neste número expressivo temos representantes de TODAS as classes sociais. E um detalhe: quanto maior sua receita mensal, maiores tendem a ser suas dívidas.

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A sacada de hoje não é da minha autoria. Está contida em livros de educação financeira altamente recomendados como O Homem Mais Rico da Babilônia e Os Segredos da Mente Milionária. Falo apenas com alguma propriedade de quem a colocou em prática e observou seus efeitos impressionantes.

É muito simples! A partir de hoje guarde 1 de cada 10 reais que chegam até você. Ou seja, 10% da sua receita mensal deve ir para um fundo de reserva específico. E não importa se sua receita variar de um mês para outro. A proporção é fixa!

Com o tempo, essa reserva irá crescer como algo que você planta e rega com frequência. E após alguns meses, mesmo que o valor absoluto não seja grande, você terá orgulho de si mesmo.

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Ok, e o que eu devo fazer com este montante? Guardar para sempre? Não!! Você irá usá-lo de forma inteligente. Este é um dinheiro totalmente destinado a INVESTIMENTOS.

Obs.: o propósito deste post não é tratar dos tipos de investimentos disponíveis no mercado, mas apenas para exemplificar, você pode investir no Tesouro Direto, Fundos de Investimento Imobiliário, Caderneta de Poupança, Forex, Bolsa de Valores e até mesmo num negócio próprio ou de alguém em quem confie.

Atenção: JAMAIS use este dinheiro para comprar bens de consumo. Este é o pecado capital que colocará a perder todo o esforço realizado!

Se você já fez as contas, possível que neste momento esteja se contorcendo na cadeira, inconformado com as limitações que irá sofrer ao separar essa fatia da sua renda mensal. Pois bem, a mágica desta ação é que você perceberá que seu padrão de vida não irá mudar. Como? Simples, seu comprometimento em poupar o levará naturalmente a uma seleção mais refinada dos seus gastos, retirando as verdadeiras ervas daninhas das nossas despesas: o supérfluo!

Mas e se eu já me encontro endividado? Não importa! O motivo pelo qual você irá reservar 10% dos seus ganhos é tão nobre que compensará. Além do controle mais disciplinado dos seus gastos (que permitirá a amortização das dívidas), à medida que seus investimentos gerarem retornos você terá cada vez mais tranquilidade financeira (riqueza). E estes ganhos têm aumento exponencial!!

E se você é um microempreendedor ou pretende ser, saiba que esta dica se encaixa perfeitamente nos negócios. Guardando 10% dos lucros para reinvestimentos, você garantirá a evolução constante da sua empresa que irá valer cada vez mais. Este dinheiro deve ser destinado a inovações e melhorias. Lembrando que este valor não serve para cobrir custos operacionais, depreciação e outros gastos inevitáveis do negócio.

Obs.: não espero que você consiga aplicar essa filosofia na primeira tentativa (eu não consegui). Mas no mínimo irá se familiarizar com ela.

Quem gasta todo dinheiro que recebe, paga a todos menos à pessoa mais importante: a si mesmo! E, se ainda não estiver, logo estará endividado. Salvar 10% do que ganha com fins de crescimento é um passo importantíssimo para você atingir a tranquilidade financeira que todos sonham.

Boa sorte!

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O pecado de misturar Planejamento com Execução

Alberto tomou café da manhã e saiu de casa para resolver os compromissos do dia. Ainda na garagem se deu conta de que esqueceu a solicitação do exame a ser realizado. Voltou e apanhou. Foi direto para a clínica onde foi informado que o exame só poderia ser feito em jejum. Remarcou. Saiu para visitar um cliente e, ao checar o endereço, se deu conta de que sua reunião ficava no trajeto entre sua casa e a clínica. Retrocedeu. Os eventos se seguiram até Alberto chegar em casa ao fim do dia com várias pendências por resolver, cansado e estressado. Parece familiar?

Planejar e executar ao mesmo tempo aumenta significativamente as nossas chances de erro. Ainda assim muitas pessoas recusam-se a planejar sob o pretexto de “economizar tempo”. A consequência é uma perda muito maior, não só de tempo como de energia e até mesmo de dinheiro.

Na sacada de hoje vamos aprender a facilitar nosso dia a dia, aplicando a estrutura básica de uma empresa em nossa vida pessoal. Primeiro vamos entender as 3 funções primordiais dentro de qualquer corporação. Para facilitar o entendimento vou usar como exemplos um time de futebol e as forças armadas (que também são formas de organização):

1- Institucional ou estratégico. Onde são definidos os direcionamentos mais amplos (diretor ou presidente). É a posição ocupada pelo treinador do time e pelo comandante da tropa.

2- Tático ou intermediário. Onde começa a execução com a planificação das decisões (gerentes). Aqui temos o capitão do time e os oficiais do pelotão.

3- Operacional ou técnico. Concluem a execução bem como a sua supervisão (operários, vendedores, etc). São os jogadores e os soldados.

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Se você é um microempreendedor individual, exerce essas 3 funções diariamente, mesmo sem saber disso. É importante que identifique em quais momentos assume cada uma delas e SEPARE-AS. Entenda que pensar também é uma atividade – das mais nobres – e merece o seu momento exclusivo, sem interrupções. Se tentar bolar estratégias enquanto produz ou vende, é provável que nenhuma dessas tarefas seja bem executada.

Para exercitar essa competência e evitar cair no erro do nosso amigo Alberto vou propor algo simples que vai melhorar sua vida em diversos aspectos. Investindo 10 minutos do seu dia, você economizará seu tempo e sua saúde.

A primeira tarefa do dia deve ser o planejamento diário (se preferir, você pode fazê-lo imediatamente antes de dormir). Em posse da sua agenda + caneta e papel, defina:

1- As tarefas do dia e o que você precisa para realizar cada uma delas;

2- A ordem de prioridade;

3- O trajeto a ser realizado; e

4- Agora sim, execute!

Em breve você irá conseguir gerenciar o seu tempo como poucos. Os compromissos do seu dia – e da sua empresa – irão fluir como água.

Até logo.

Como a fartura atrapalha sua vida

Você é do tipo que compra várias unidades do mesmo item quando vai ao supermercado para não ter que se preocupar em comprá-lo tão cedo? Então é bem provável que você frequentemente se depare com a falta de algum produto essencial e necessite comprá-lo numa loja de conveniências. Esse comportamento tem 3 prejuízos importantes:

1- As lojas de conveniências costumam cobrar mais caro;

2- Desgaste de tempo e energia para obter algo que era imprescindível para o momento; e

3- Muitos produtos em estoque significam seu dinheiro parado, sem produzir.

Pode parecer bobagem, mas esse traço de comportamento refletirá na cultura e hábitos da sua empresa. Vamos então descobrir de que forma podemos exercitar no nosso dia a dia as boas práticas de estocagem.

A sacada de hoje é a adaptação de uma das técnicas mais famosas da Toyota para a nossa vida cotidiana: o “just in time” ou produção enxuta. Já ouviu falar? Ela foi criada num contexto delicadíssimo de pós-guerra em que o Japão se viu sem dinheiro para produzir e, ao mesmo tempo, necessitando aumentar a produtividade e qualidade para ser competitivo.

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A ideia é produzir somente o necessário (de acordo com as demandas) evitando estoques excessivos, inclusive entre as etapas de produção. O que permite isso é um gerenciamento eficiente que sabe em tempo real a quantidade de cada item classificando-o em “máximo”, “de segurança” e “mínimo”.

Vamos aos 4 passos simples para você aplicar esta filosofia revolucionária em sua vida e, consequentemente, em sua empresa:

1- Elabore um checklist com os produtos habituais de consumo da sua casa;

2- Determine uma quantidade mínima de cada um – é provável que este número mude à medida que você entenda em quanto tempo cada item é consumido;

3- Crie uma rotina de idas ao supermercado (semanal, mensal, etc); e

4- Cheque os itens na véspera e determine quantos deverá comprar de cada um.

Uma pesquisa recente do Instituto Akatu revelou que o brasileiro desperdiça quase 30 reais de cada 100 em compras de alimentos. A fartura nos deixa preguiçosos e mal-acostumados. Sem contar nas perdas de produtos perecíveis. Adote a filosofia da “empresa enxuta” evitando desperdícios e estimulando o movimento constante.

Um abraço.